Os
primeiros socorros são importantes como uma medida urgente
antes que a ajuda profissional veterinária seja possível,
e podem salvar a vida do gato em um atropelamento. No entanto,
o animal deve ser levado a uma clínica especializada com
rapidez, por mais que não apresente ferimentos externos,
pois pode ter sofrido graves lesões internas. NADA substitui
o atendimento de um bom veterinário no momento de um atropelamento.
NÃO tente salvar o gato sozinho.
Avaliando um gato ferido
- Abra a boca do gato e puxe sua língua para fora. Limpe
o muco com um chumaço de algodão. Abaixe a cabeça
para que nenhum fluido seja aspirado.
- Conte o número de inspirações ou expirações
( mas não ambas ) durante dois minutos. A média
deve ser de 20 a 30 por minuto.
- Sinta o pulso do ato na parte interna do membro posterior. Conte
o número de batidas por minuto. A média deve estar
entre 160 e 240. O batimento cardíaco também pode
ser sentido atrás do cotovelo.
Testando reflexos
- Reflexo palpebral - Teste o reflexo palpebral tocando delicadamente
o canto das pálpebras. Não toque o globo ocular.
Ele psicará automaticamente se estiver totalmente consciente.
- Reflexo plantar - Belisque a dobra de pele entre os dedos. Se
estiver totalmente consciente, ele reagirá movendo as pernas.
- Reflexo auricular - Toque ou bata levemente na ponta da orelha.
Se estiver totalmente consciente, reagirá mexendo as orelhas.
- Um gato semiconsciente e em choque pode sentir estímulos
e ser incapaz de reagir. Não faça exames demorados.
Colapso e choque
- Um gato pode entrar em estado de choque após um sério
acidente. Estará frio ao toque e com a respiração
e os batimentos cardíacos acelerados.
- Deixe o gato o mais confortável possível. Mantenha-o
aquecido, enrolando-o em um lençol ou toalha. Não
bloqueie sua respiração.
- Se inconsciente ou com dificuldade para respirar, coloque-o
de lado com a cabeça em posição mais baixa.
Abra a boca certificando-se de que o ar entre bem.
- Não deixe um gato inconsciente deitado sobre um lado
por mais que 5 ou 10 minutos. Não lhe dê nada via
oral.
Respiração artificial
- Remova a coleira, se houver, e deite-o de lado com a cabeça
em posição mais baixa. Abra sua boca e limpe as
vias aéreas.
- Se o gato parou de respirar, mas o coração continua
a bater, prossiga com uma respiração artificial.
Usando uma toalha, puxe a língua para fora para desobstruir
a garganta. Isso pode estimular a respiração, trazendo
o gato à consciência.
- Se o gato continuar inconsciente, faça uma pressão
delicada em seu peito. Isso expulsará o ar dos pulmões,
permitindo que se encham novamente. Repita a cada cinco segundos
até que ele respire espontaneamente.
Respiração boca a boca
- Se a caixa torácica tiver sido lesada, os pulmões
talvez não se encham automaticamente, sendo necessário
assoprar ar dentro deles. Segure o gato inconsciente numa posição
ereta com a boca fechada.
- Assopre delicadamente dentro das narinas, por dois ou três
segundos, para inflar os pulmões. O movimento do peito
será visível. Pare por dois segundos e repita.
- Continue até que o gato comece a respirar por si mesmo.
Um método alternativo é assoprar dentro do nariz
e da boca ao mesmo tempo.
Massagem cardíaca
- Se o gato estiver inconsciente e não houver sinais de
batimentos cardíacos ou de movimentos respiratórios,
tente a estimulação direta do coração.
Coloque os dedos sobre o coração e pressione suavemente
porém com firmeza. Repita 5 ou 6 vezes com um segundo de
intervalo. Alterne com respiração artificialpor
não mais que 10 minutos.
- Estes métodos de ressuscitamento somente devem ser tentados
se o gato estiver inconsciente e não responder a estímulos
normais. Não use força em excesso pois pode machucá-lo.
Transportando um gato inconsciente
- Se necessário, remova o gato machucado do local. Um lençol
ou um cobertor servirão de maca. Estenda o lençol
no chão e coloque o gato sobre ele.
- Com um ajudante, levante lentamente o lençol não
deixando o gato escorregar. Se ele estiver consciente, pode ser
necessário mais alguém para segurá-lo.
- Verifique se as vias aéreas estão desobstruídas,
remova qualquer fluido de sua boca e puxe a língua para
fora. Se houver sangramento, estanque-o cobrindo a ferida com
uma bandagem ou compressa de gaze.
- É aconselhável transportar o gato ferido em uma
caixa segura. Um gato inconsciente pode ser colocado com o lençol
dentro de uma caixa.
Transportanto um gato arisco
- Um gato ferido pode estar com medo ou dor. Fale com ele para
tranqüilizá-lo e aproxime-se devagar. Um gato apavorado
pode ser agressivo mesmo com pessoas que conhece.
- Cubra o gato com uma coberta para imobilizá-lo e prevenir
que ele fuja. É aconselhável que você use
luvas para proteger as mãos.
- Com uma das mãos segure a pele da nuca e enrole a coberta
rapidamente e com firmeza ao redor do corpo, deixando apenas a
cabeça exposta.
- Mantendo a nuca presa com firmeza, coloque-o numa caixa de transporte
até chegar ao veterinário. Não o solte até
que tenha fechado a caixa.
Membros fraturados
- Suspeitando de fratura, carregue o gato com muito cuidado. Deite-o
sobre uma coberta com o membro ferido por cima. Evite torcer ou
arquear seu corpo. Coloque-o em uma caixa e vá ao veterinário.
- Transporte e manuseie um gato com fraturas de modo a causar-lhe
o mínimo de desconforto. Não tente colocar uma tala,
pois isso o afligirá e provavelmente fará mais mal
que bem.